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Amil Junior

Amil Junior é artista visual, radicado em Curitiba-Pr tatuador premiado, carvnavalesco e cenógrafo, com uma trajetória construída entre a arte contemporânea, a cultura popular e as artes do espetáculo.

Formado em Licenciatura em Artes Visuais pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP), desenvolve uma produção marcada pelo trânsito entre diferentes técnicas, materiais e linguagens. Seu percurso passa pela pintura, desenho, arte têxtil, tatuagem, cenografia e criação de projetos visuais, tendo como fio condutor a investigação sobre memória, identidade, símbolo, corpo e cultura.

Sua relação com o carnaval começou ainda nos anos 1990, acompanhando de perto o Carnaval do Rio de Janeiro e, posteriormente, atuando na criação e desenvolvimento visual de escolas de samba em Curitiba. Ao longo dos anos, participou da pesquisa de enredos, concepção de alegorias, figurinos e projetos cenográficos, acumulando experiência na construção de narrativas visuais em grande escala.

Essa experiência também se estende ao universo das artes cênicas. Em seus trabalhos de cenografia, desenvolve ambientes e elementos visuais capazes de dialogar com a narrativa, a música, o movimento e o corpo, aproximando o espectador da experiência do espetáculo.

Na produção autoral, Amil investiga especialmente a relação entre matéria e memória. Tecidos, fragmentos, superfícies, imagens e objetos carregam histórias e vestígios que podem ser reorganizados e ressignificados através da arte. O uso de materiais associados ao cotidiano e à cultura popular estabelece um diálogo entre o íntimo e o coletivo, entre aquilo que é lembrado e aquilo que é transformado.

A tatuagem ocupa outro lugar importante em sua trajetória. Há mais de 15 anos atuando como tatuador, desenvolveu uma prática que transita por diferentes estilos e entende o corpo como suporte artístico, espaço de identidade e construção de significado.

Mais do que trabalhar com técnicas distintas, Amil Junior procura compreender o que existe por trás das imagens: os símbolos que carregamos, as histórias que permanecem nos objetos, as marcas que o tempo deixa sobre a matéria e sobre o corpo.

Sua produção nasce justamente desse encontro.